
Crime aconteceu em julho de 2026, em um apartamento no bairro Camargos
A Justiça negou a realização do exame de insanidade mental solicitado pela defesa de André Junio Silva de Carvalho, investigado pela morte da namorada em um apartamento no bairro Camargos, região Oeste de Belo Horizonte. A decisão é da juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri – 1º Sumariante da Comarca da Capital.
A magistrada argumentou que não havia documentação, como prontuário médico ou estudo social, que apontasse o comprometimento da higidez mental do investigado e, assim, pudesse justificar a instauração do exame:
“Para que surja a necessidade da instauração do incidente, exige-se a presença de dúvida razoável sobre o estado de higidez mental. Este não é, entretanto, o caso dos autos, já que, da análise dos elementos constantes dos autos, depreende-se que o investigado era plenamente capaz de entender o caráter criminoso de sua conduta à época do crime, inexistindo, até o presente momento, dúvida razoável sobre sua higidez mental.”
O corpo da vítima foi localizado no dia 20/7, no interior do imóvel, após vizinhos relatarem forte odor saindo do apartamento. A mulher estava deitada na cama, envolta em diversos cobertores e em avançado estado de decomposição. O investigado está preso preventivamente desde o dia 23/7.
Conforme o processo, testemunhas relataram que a vítima mantinha relacionamento amoroso, há três semanas, com um homem que havia conhecido em um aplicativo de relacionamento. Eles estavam morando juntos havia poucos dias. O suspeito, identificado como André Junio Silva de Carvalho, foi visto no dia do crime deixando o condomínio com duas malas grandes, uma mochila e outros pertences da vítima. O investigado se apresentou ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na manhã do dia 21/7 e foi preso.
Durante as diligências, André Junio Silva de Carvalho confessou que matou a namorada porque ela pediu a ele que deixasse o apartamento. Conforme o registro policial, o investigado se irritou, agarrou a vítima pelo pescoço e a asfixiou até a morte. O crime ocorreu em 16/7.
Em seguida, cobriu o corpo da vítima e fechou as janelas do imóvel. Conforme as investigações, ele permaneceu por quatro dias no apartamento e seguiu normalmente a rotina, inclusive saindo para fumar e caminhar.
O inquérito policial tramita sob o nº 5074569-64.2026.8.13.0024

