
Mulher foi asfixiada por pedir para que investigado deixasse o imóvel
A Justiça converteu em preventiva a prisão de André Junio Silva de Carvalho, investigado pela morte da namorada em um apartamento no bairro Camargos, na Região Oeste de Belo Horizonte. O homem passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (23/7).
Na decisão, o juiz Diego Gómez Lourenço, da Central de Audiências de Custódia da Comarca da capital, argumentou que a conversão do flagrante em prisão preventiva é necessária devido à extrema gravidade dos fatos, diante da violência empregada e de elevado grau de frieza e periculosidade.
“Circunstâncias demonstram extrema frieza e absoluto desprezo pela vida e pela dignidade da vítima, extrapolando de forma expressiva a gravidade inerente ao tipo penal. Nesse contexto, a manutenção da custódia cautelar mostra-se indispensável para a garantia da ordem pública, diante da elevada periculosidade evidenciada pela forma de execução do delito, pela motivação fútil, pela especial vulnerabilidade da vítima e pelo comportamento posterior do autuado”.
O crime
O corpo da vítima foi localizado na segunda-feira (20/7), no interior do imóvel, após vizinhos relatarem forte odor saindo do apartamento. A mulher estava deitada na cama, coberta por diversos cobertores, e em avançado estado de decomposição.
Conforme o processo, testemunhas relataram que a vítima mantinha relacionamento amoroso, há três semanas, com um homem que havia conhecido em um aplicativo de relacionamento. Eles estavam morando juntos havia poucos dias. O suspeito foi identificado como André Junio Silva de Carvalho. Ele foi visto no dia do crime deixando o condomínio com duas malas grandes, uma mochila e outros pertences da vítima. O investigado se apresentou ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na manhã de terça-feira (21/7) e foi preso.
Durante as diligências, André Junio Silva de Carvalho confessou que matou a namorada porque ela pediu que ele deixasse o apartamento. Conforme o registro policial, o investigado se irritou, agarrou a vítima pelo pescoço e a asfixiou até a morte. O crime ocorreu em 16/7.
Em seguida, cobriu o corpo da vítima e fechou as janelas do imóvel. Conforme as investigações, permaneceu por quatro dias no apartamento e seguiu normalmente a rotina, inclusive saindo para fumar e caminhar.
O auto de prisão em flagrante tramita pelo número 5073940-90.2026.8.13.0024

