A autenticação em dois fatores

A autenticação em dois fatores foi implementada nos sistemas judiciais brasileiros a partir de 3 de novembro de 2025, como medida de segurança obrigatória para todos os usuários externos.

A partir dessa data, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passou a exigir o uso do segundo fator de autenticação — conhecido como MFA (Multi-Factor Authentication) — para acesso aos principais sistemas digitais da Justiça, como o Processo Judicial Eletrônico (PJe), o portal Jus.Br e a Plataforma Digital do Poder Judiciário Brasileiro (PDPJ).

 

🛡️ Objetivo da medida

A implementação do segundo fator de identificação tem como principal objetivo reforçar a segurança no acesso aos sistemas judiciais eletrônicos, protegendo dados sensíveis e evitando fraudes. A iniciativa surgiu como resposta ao aumento de golpes digitais, especialmente o chamado “golpe do falso advogado”, em que criminosos se passam por profissionais da advocacia para obter informações ou solicitar pagamentos indevidos.

 

👥 Quem é impactado

A autenticação em dois fatores passou a ser obrigatória para todos os usuários externos, incluindo:

– Advogados

– Partes envolvidas em processos

– Cidadãos que acessam serviços judiciais online

Esses usuários agora precisam realizar uma segunda verificação de identidade, além da senha tradicional, como por exemplo:

– Códigos enviados por SMS ou e-mail

– Aplicativos autenticadores (como Google Authenticator ou Microsoft Authenticator)

– Biometria, quando disponível

 

🔧 Como funciona na prática

Ao acessar os sistemas judiciais, o usuário realiza o login com seu nome de usuário e senha. Em seguida, o sistema solicita uma segunda forma de verificação, que pode variar conforme o método escolhido. Essa etapa adicional reduz significativamente o risco de acesso indevido, mesmo que a senha principal seja comprometida.

 

📣 Repercussão e apoio institucional

A medida foi bem recebida por entidades como a *Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que havia solicitado ao CNJ ações mais robustas para proteger os profissionais da advocacia e os jurisdicionados. A autenticação em dois fatores representa um avanço importante na modernização e segurança dos serviços digitais do Judiciário brasileiro.

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